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Por Diário do Comércio em 29/01/2026 17:52

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano por decisão unânime no início da noite de quarta-feira, 28. Foi a quinta reunião seguida em que os juros são mantidos em igual patamar.
Em comunicado, o Copom justifica a manutenção da taxa por avaliar que “a estratégia em curso tem se mostrado adequada para assegurar a convergência da inflação à meta". A autarquia, porém, adiantou que deve começar a flexibilizar a taxa a partir da próxima reunião, em março, caso os cenários fiscal e econômico se mantenham.
Entre setembro de 2024 e junho de 2025, o BC aumentou a taxa em 4,50 pontos, o segundo maior ciclo de alta dos últimos 20 anos, perdendo apenas para a alta de 11,75 pontos entre março de 2021 e agosto de 2022, que ocorreu após o fim da pandemia.
Para Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a decisão do Copom reflete um cenário que, “apesar da desaceleração gradual da atividade econômica interna, que tende a diminuir a pressão sobre os preços, a inflação corrente e as expectativas inflacionárias ainda se mantêm acima da meta anual.”
Para o economista da ACSP, “em um contexto de expansão fiscal, mercado de trabalho ainda resiliente e elevadas incertezas externas, derivadas da geopolítica mundial, justifica-se uma política monetária cautelosa.”
Já para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), "a cautela, defendida pelo Banco Central, ignora a queda da inflação e os danos que o atual patamar da Selic causa à sociedade."
A CNI avalia que o Banco Central desconsiderou "diversos sinais" que tornavam possível a redução da Selic de forma imediata, como o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2025, que subiu 4,26%, abaixo do teto de inflação (4,5%), e do IPCA de 2024 (4,83%). A confederação ainda sustentou que as expectativas de inflação caminham para o centro da meta, de 3%.
O setor de serviços fechou 280.810 vagas; a indústria fechou 135.087; a construção civil fechou 104.077; o comércio fechou 54.355; e a agropecuá
A queda acontece após quatro meses seguidos de altas do indicador. Juros e endividamento elevados são apontados como responsáveis por derrubar a