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Por Diário do Comércio em 27/01/2026 16:11
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 1,8 ponto em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal, para 87,3 pontos, informou o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O resultado interrompe uma sequência de quatro aumentos consecutivos. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 0,3 ponto.
"Após subir por quatro meses seguidos, a confiança do consumidor recua num movimento de reversão das expectativas para os próximos meses. O resultado é disseminado entre três das quatro faixas de renda, concentrado nas famílias que recebem uma menor remuneração.", avaliou Anna Carolina Gouveia, economista do Ibre/FGV, em nota oficial.
Em janeiro, o Índice de Situação Atual (ISA) caiu 0,8 ponto, para 82,6 pontos, segunda queda seguida. Já o Índice de Expectativas (IE) diminuiu 2,5 pontos, para 91,3 pontos.
"O indicador que reflete a percepção sobre o momento atual recua pelo segundo mês consecutivo, influenciado pela piora da percepção sobre a situação financeira atual. Embora existam fatores favoráveis ao consumo, como emprego, renda e o alívio dos preços, os condicionantes negativos - juros altos e endividamento elevado - parecem voltar a dominar o cenário no mês, reduzindo a confiança e aumentando o pessimismo para o futuro", completou Gouveia.
Dentro do IE, o indicador de situação econômica local futura caiu 5,8 pontos, para 102,2 pontos, e o de situação financeira futura das famílias encolheu 4,6 pontos, para 87,8 pontos. O único alívio veio do indicador de compras de bens duráveis, que avançou 3,4 pontos, para 85,5 pontos, maior nível desde agosto passado.
No ISA, a percepção sobre a situação econômica local atual subiu 1,4 ponto, para 95,5 pontos, mas a avaliação da situação financeira atual das famílias reduziu 2,9 pontos, para 70,1 pontos. O recuo da confiança foi praticamente disseminado entre as faixas de renda mais baixas.
O ICC das famílias que recebem até R$ 2.100 caiu 3,6 pontos, para 85,8 pontos. Na faixa de renda de R$ 2.100,01 a R$ 4.800, o tombo foi de 4,6 pontos, para 82,0 pontos. Já no grupo que recebe entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600 mensais, houve ligeira queda de 0,7 ponto, para 87,4 pontos, enquanto os consumidores com renda superior a R$ 9.600 registraram estabilidade na confiança (0,0 ponto), em 94,8 pontos.
A coleta de dados para a edição de janeiro foi realizada entre 2 e 21 do mês.
A queda acontece após quatro meses seguidos de altas do indicador. Juros e endividamento elevados são apontados como responsáveis por derrubar a
A Fenabrave previa alta de 5% no início do ano passado e a Anfavea, de 6,3% em suas estimativas iniciais. A elevação dos juros, que tornou o cré